sábado, 22 de abril de 2017

A Poesia anda por aí


Não deixar nada pendente.
Permitir abertura à noite, e dormir pouco mas bem

A poesia anda por ai, a criar um Poema à sua imagem
A Poesia anda por aí !
Mas, o poema sofre com a alma presa, por conta de umas lágrimas de cristal,
derramadas no seu corpo poético.

A poesia anda por aí, em versos soltos, a verterem-se em suavidades de organza
A Poesia encontrou-se de frente com a maternidade.
A Poesia sofre as dores do parto, fora de portas...
A Poesia pariu ali mesmo...um dois, três....quatro....talvez uns dez poemas

Não deixar nada ao acaso

Ousar ser um poema às custas das dores da poesia,
é a mais pura supremacia do Verbo fecundado no seu ventre
Mas, a noite escreve-se num sonho a nascer às portas da morte
E, a morte, nunca deixa de ser a sua melhor fantasia
Sofre com medo de a enfrentar
Essa guerreira dos mares
Essa anfitriã dos céus
Essa Deusa que sempre foi o ventre onde nasce o Poema

E eu
sem saber onde procurar-me:
A noite arrumou-me no seu útero de fêmea parideira
e o sonho a ramificar-se no dia,
ejacula sobre mim como se eu fosse a sua Estrela Guia.

E eu,
procuro um verso… um Poema
que me leve ao fundo
do seu melhor fundo

ÔNX/DM

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