quarta-feira, 12 de maio de 2010

Dormi mal, tenho os olhos a doer, estou uma "merda" hoje


Dormi mal, tenho os olhos a doer, estou uma “merda” hoje, e recebi um convite para jantar. Sabes como é! Início de semana, coisas do politicamente correcto, embora estejam lá alguns bons pares de calças, dois bons partidos “cheios da guita” que se endireitam muito à mesa quando me vêm chegar.

Acho que não vou, a não ser que tenhas a facilidade, como já é habitual, de me transformares em algo geneticamente aceitável durante o dia, digo aceitável no sentido de poder aparecer sem me tornar chata. Não é o que dizes quando me coloco com o meu ar sério de sempre? Dizes sempre “hoje estás uma chata”, e sabes que para me sentar à mesa e poder tragar o que quer que seja, é necessário provar primeiro uma trinca. Pode ser mesmo aquelas trincas mastigadas pelos olhos que deixam uma deliciosa e fulgurosa deixa para as que ainda hão-de chegar. São todas umas e uns, dispostos a aceitar esta vida do politicamente correcto, porque a vida é mesmo isto; punições vs elações. Não dizem que os olhos são os primeiros a comer? Pois é! Há frutos maduros que se estão a esborrachar e a acabar, quase atingindo o solo irrigando-o com os seus restos mortais, adubando e estremando a terra seca e amarelecida pelo tempo.

Só tu tens essa capacidade.

Honras-me sempre com a tua presença deliciosa, sensual a mais para quem precisa estar atenta na execução das tarefas habituais. Mas olha que preciso mesmo deste emprego, caso contrário teremos todos que arcar com mais um contribuinte a arrecadar subsídios ao estado e o mais que para lá há. Não sei onde vamos parar, se não conseguirmos ultrapassar esta crise e avançar com novos investimentos, para a criação de mais riqueza para o País no sentido de proporcionar melhores condições de vida para todos. Encontram-se já no seu limite de paciência e tolerância, a estas movimentações nas suas diversificadas vertentes intelectuais. Sim porque de intelecto vive o homem e o mais que se pareça com isso, não passará de jugos dispostos e sobrepostos na sua maioria à “merda” que vem de cima e de todos os lados que salta à vista a quem a quiser cheirar. Só mesmo quem estiver atento ás agitações, que causam um rebuliço danado e logo após, a conciliações por debaixo do pano. Saber-se da medida de um feito importante constituído firme nos seus propósitos, é constatar que há “merdas” pior que dejectos no seu términos e só quem ligar as antenas que por aí estão de serviço diariamente, poderá saber se o País produz matéria prima da melhor qualidade para exportação, ou se haverá sempre de se cingir às importações de materiais orgânicos dispostos a causar impacto em solos bravios e ensandecidas por loucuras já a mastigar o pão que o diabo amassou. Trabalhadores precisam-se para as mais diversificadas vertentes económicas e sociais, para que o crescimento económico esteja a par do desenvolvimento económico e quem sabe poderemos finalmente abrir a nossa janela às vistas de um País preparado para a mudança.

Dormi mal, tenho os olhos a doer e como te disse, estou uma “merda” hoje, mas ainda assim, me desfaço de alguns cangalhos que carrego, para poder levemente aliar-me ao animalismo confinado de outras, que tal como eu, tem contribuído para que este País esteja a abarrotar de tantos resíduos ainda por incinerar.


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1 comentário:

A.S. disse...

Ler-te é um doce fascinio!...

Abraços