sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Conversas com Deus



"Vou continuar.
Agora esse nada que contém o tudo é o que algumas pessoas chamam de Deus. Porém, isso também não é exato, porque sugere que há algo que Deus não é - a saber, tudo que não é "nada". Mas Eu sou Todas as Coisas - visíveis e invisíveis por isso essa descrição de Mim como o Grande Invisível - o Nada, ou o Espaço no Meio, uma definição mística de Deus essencialmente oriental, não é mais exata do que a descrição prática de Deus essencialmente ocidental como tudo que é visível. As pessoas que acreditam que Deus é Tudo Que É e Tudo Que Não É são aquelas cuja compreensão é correta. 
Criando o que é "aqui" e o que é "lá", Deus tornou possível conhecer a Si Mesmo. No momento dessa grande explosão interior, criou a relatividade - a maior dádiva que Ele já deu a Si Mesmo. Portanto, o relacionamento é a maior Dádiva que Ele já deu a vocês, um ponto a ser discutido detalhadamente mais tarde. 
Portanto, do Nada surgiu o Tudo - um evento espiritual perfeitamente compatível com o que os seus cientistas chamam de Teoria da Grande Explosão. 
Quando todos os elementos se precipitaram para frente, o tempo foi criado, porque primeiro uma coisa estava aquI, e depois lá e o período que havia demorado para ir daqui para lá era mensurável. 
Assim como as partes visíveis do Tudo Que É começaram a se definir "relativamente" umas às outras, as invisíveis também se definiram. 
Deus sabia que para o amor existir - e conhecer-se como amor puro - seu exato oposto também tinha de existir. Por isso, Ele criou voluntariamente a grande polaridade ----, o oposto absoluto do amor - tudo que o amor não é - o que agora é chamado de medo. No momento em que o medo existiu, o amor pôde existir como algo que podia ser experimentado. É a essa criação da dualidade entre o amor e o seu oposto que os seres humanos se referem em suas várias mitologias como o aparecimento do mal, a desgraça de Adão, a rebelião de Satanás e assim por diante. 
Do mesmo modo como vocês escolheram personificar o amor puro como aquele a quem 
chamam de Deus, escolheram personificar o medo abjeto como aquele a quem chamam de 
demônio. 
Algumas pessoas na Terra criaram mitologias bastante elaboradas em torno desse evento, 
cheias de cenários de lutas e guerra, anjos guerreiros e demônios, as forças do bem e do 
mal, da luz e das trevas. 
Essa mitologia foi a primeira tentativa da humanidade de compreender, e contar às outras 
pessoas de um modo que pudessem compreender, uma ocorrência cósmica da qual a alma 
humana está muito consciente, mas que a mente mal pode conceber. 
Criando o universo como uma versão dividida de Si Mesmo, Deus produziu, a partir de 
pura energia, tudo que agora existe visível e invisível. 
Em outras palavras, não foi só o universo físico que foi criado, como também o universo 
metafísico. A parte de Deus que forma a segunda metade da equação Sou/Não Sou também 
explodiu em um número infinito de unidades menores do que o todo. Essas unidades de energia vocês chamariam de espíritos. 
Em algumas de suas mitologias religiosas é dito que "Deus-Pai" tem muitos filhos 
espirituais. Esse paralelo com as experiências humanas da vida se multiplicando parece ser 
o único modo de fazer as massas aceitarem como realidade a ideia do súbito aparecimento, 
da súbita existência de inúmeros espíritos no "Reino do Céu". 
Nesse caso, seus mitos e suas histórias não estão tão longe da realidade suprema - porque 
os inúmeros espíritos que formam a totalidade de Mim são, em um sentido cósmico, Meus 
filhos. 
Meu propósito divino ao Me dividir foi criar partes suficientes de Mim para poder 
conhecer a Mim Mesmo experimentalmente. Há apenas uma forma do Criador conhecer-se 
experimentalmente como tal, e essa forma é criar. E então Eu dei às inúmeras partes de 
Mim (a todos os meus filhos espirituais) o mesmo poder de criar que Eu tenho como o 
todo. 
Isso é o que as suas religiões querem dizer quando afirmam que vocês foram criados "à 
imagem e semelhança de Deus". Isso não significa, como alguns sugeriram, que nossos 
corpos físicos se assemelham (embora Eu possa adotar qualquer forma física que escolher 
para um objetivo particular). Significa que nossa essência é a mesma. Somos feitos da 
mesma essência. SOMOS a "mesma essência"! 
Com as mesmas propriedades e habilidades - inclusive a habilidade de criar a realidade 
física a partir do nada. 
Meu objetivo ao criá-los, Meus filhos espirituais, foi conhecer a Mim Mesmo como 
Deus. Só posso fazer isso através de vocês. Portanto, pode-se dizer (como foi dito muitas 
vezes) que o Meu objetivo é que vocês se conheçam como Eu. 
Isso parece muito simples, mas se torna muito complexo - porque só há um modo de 
vocês se conhecerem como Eu: primeiro se conhecerem como não Eu. 
Agora deixe-me explicar isso - tente entender - porque a partir daqui é mais difícil. Está pronto? "

Acho que sim

(Conversas com Deus de Neale Donald Walsch)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Conversas com Deus



“No início, o que É era tudo que havia. Porém, Tudo Que É não podia conhecer-se - porque não havia mais coisa alguma. E então, Tudo Que É... não era. Porque, na ausência de outra coisa, Tudo Que É não é.
Esse é o grande Ser ou Não Ser a que os místicos se referem desde o início dos tempos.
Tudo Que É sabia que era tudo que existia - mas isso não era suficiente, porque só podia conhecer a sua total magnificência conceitua/mente, não experimentalmente. Contudo, a experiência de Si Mesmo era aquilo pelo que ansiava, porque desejava saber como era ser tão magnificente. Mas isso era impossível, porque o próprio termo "magnificente" é um termo relativo. Tudo Que É só poderia saber como era ser magnificente, quando o que não é surgisse. Na ausência do que não é, o que É não é.
A única coisa que Tudo Que É sabia é que nada mais havia. Portanto, nunca poderia conhecer a Si Mesmo a partir de um ponto de referência externo. Esse ponto não existia. Só existia um ponto de referência, que era interno. O "É-Não É". O Sou-Não Sou.
Mas o Tudo de Tudo decidiu conhecer-se experimentalmente.
Essa energia - pura, não-vista, não-ouvida, não-observada e portanto desconhecida por qualquer outra energia - decidiu experimentar a Si Própria em toda a sua magnificência. Para fazer isso, percebeu que teria de usar um ponto de referência interno.
Deduziu bastante corretamente que qualquer parte de si própria teria necessariamente de
ser menos do que o todo, e que se simplesmente se dividisse em partes, cada uma delas, sendo menos do que o todo, poderia olhar para o restante e ver magnificência.
E então Tudo Que É dividiu-se - tornando-se, em um momento glorioso, o que é isto, e o que é aquilo. Pela primeira vez, existiram isto e aquilo, bem separados um do outro, e ainda assim, simultaneamente. Como tudo que não era nem um nem outro.
Portanto existiram subitamente três elementos: o que está aqui, o que está lá, e o que não está aqui nem lá - mas que devia existir para que lá e aqui existissem.
É o nada que contém o tudo. É o não-espaço que contém o espaço. É o todo que contém
as partes.
Consegue compreender isso?”

(Conversas com Deus de Neale Donald Walsch)