quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Momento inesperado (para Clarisse)




Ônix- Se eu pudesse dizer-te de mim num tempo em que era mil e mais mil, e mais mil estrelas a baixar a luz, a reluzir por dentro e por fora de mim, trazia-te todo o meu universo estrelar. Mas linda Clarisse - estrela cadente no meu olhar, só posso dizer-te de uma força a tentar alcançar metas, metas inatingíveis aqui, mas que estão lá bem dentro desse novo olhar de que falas, quase, quase a atingir a grande e agitada nova era.

Dakini – Seria só preciso um momento nosso, para que as duas pudéssemos atingir as novas fases de uma lua em estado crescente, e na noite seríamos mais do que um movimento estrelar. Seríamos o todo, a tentar atingir o horizonte dos teus olhos.

Epifania – Há olhares assim que de tanto esmiuçaram o ar ficam cegos. Se a Ônix quiser empresto-lhe um dos meus olhos que estão ainda em fase de rescaldo. Será um momento daqueles, quando se virar ao contrário e conseguir atingir metas mais de acordo com o seu rastejar. O que vale é que ela coloca-se breve, muito breve, na posição horizontal.
Ainafipe – Tens razão, empresta-lhe um dos teus, que eu empresto-lhe um dos meus. Quanto a ser um movimento, só se ela conseguir circundar todos os movimentos que a tentam destabilizar. A orientação para cima é um acto de boa vontade e de olhar em frente. Será que esse olhar atinge todos as metas inatingíveis num abrir e fechar de olhos? Duvido. Há muitas poeiras a formar nuvens na atmosfera. Precisamos dizer-lhe que se acomode nos nossos olhos.

PS: Clarisse, um momento inesperado, é muitas vezes, aquele que traz dentro, um monte de surpresas boas, que nos dizem que há pessoas assim, que em qualquer canto do mundo pensam em nós. E o pensamento atinge um novo movimento que a dois, se multiplica ao dizer-se e fazer-se ouvir…

Obrigada em meu nome e de outros três…4?
Ônix/Dakini/Epifania &Ainafipe

Muito, muito obrigada, linda Clarisse
Dolores Marques

O universo estrelar das unhas que se roeram, das noites que se passaram sem sono, no sonho para além dos limites no novo rumo, uma inatingível constelação abrange a nossa pequenez, aqui. Ao contrário do que se poderia supor à primeira reflexão, a opressão não acontece, antes uma epifania da nova era, pela qual as nossas entranhas se rasgam nos suplícios do peso material que se suporta. O conhecimento do desconhecimento faz sede, fome, rodopios em movimentos ziguezagueantes ao sabor de sons sem formas ou normas. O estado original é mesmo ali, no infinito que mora aqui. A simplicidade do Ser poderia ser o caminho triunfante, mas as nuvens e poeiras poluem os nossos olhos físicos, e não sabemos dos outros… Outros caminhos surgem, paralelos, mais longos, outros sem saída.
Querida poeta, é apenas um pouco do mundo que sinto quando a leio…Ônix/Dakini/Epifania&Ainafipe, beijos e abraços!

Clarisse Silva

1 comentário:

Clarisse Silva disse...

Igualmente um prazer receber tamanho comentário, e a ele responder.
A energia flui... inspira.
Beijo,
Clarisse